TÉCNICAS DE PILOTAGEM NO MOUNTAIN BIKE

por Jorge Pasin

O objetivo desta página é servir como uma introdução às técnicas de pilotagem no MTB. Praticando bastante as dicas a seguir, você sentirá que aos poucos estará pedalando mais rápido, ganhando tempo sem perder a segurança. Lembro que é de grande importância a participação de profissionais de nutrição e educação física para uma avaliação completa e detalhada dos objetivos e capacidades individuais de cada biker.

SUBINDO

  • Procure sempre manter a mesma intensidade de esforço ao longo da subida. Se você souber o tamanho da ladeira, encaixe uma marcha em consiga pedalar confortavelmente e, salvo variações de inclinação, mantenha esta marcha.
  • Numa subida curta, íngreme e com piso firme (top) procure pedalar em pé numa frequência de pedalada mais baixa (de 60 a 70 rpm).
  • Em subidas longas, procure manter uma frequência mais elevada, sem medo de usar marchas curtas. Mantenha-se sentado, pedalando em pé de vez em quando para alternar a posição e ajudar a circulação.
  • Em uma subida longa e leve, pedale em pé por um tempo maior.
  • Em uma subida longa e íngreme é preciso paciência e disciplina. Não se afobe nem se afogue. Se o chão for firme o suficiente para permitir, alterne a pedalada sentado com a pedalada em pé. Se o terreno for muito arenoso, dê preferência a pedalar sentado. Pode acontecer de ser melhor descer da bicicleta e empurrar, ou colocá-la nas costas para ganhar atrito, dependendo do terreno.
  • Procure, além de empurrar com a força do quadríceps, puxar o pedal para cima e para trás com a panturrilha, para aproveitar o movimento da perna na subida e na descida em relação ao quadro. Inclinando os pés para frente, consegue-se também mais eficiência na pedalada. Empregue, porém estas duas técnicas aos poucos e com parcimônia para evitar lesões, principalmente se você está começando.
  • Evite parar ao longo da subida: é melhor deixar para descansar ao chegar no topo, pois assim você evita esfriar e se lesionar, e melhora seu condicionamento físico e performance.
  • Para acelerar a velocidade, sente-se mais à frente no selim, jogando o corpo para a frente.

 DESCENDO

  • Em encostas curtas e inclinadas, muitas vezes é melhor descer sem frear.
  • Em descidas longas, é importante controlar a velocidade e manter a concentração em todo o percurso. Em corridas, pode ser vantajoso deixar algum descedor ir à sua frente. Você arredonda a trajetória dele e corre menos riscos. Mas não ande muito próximo!
  • Desloque o peso para trás, mantendo os pedais paralelos ao solo e sentando-se bem atrás no selim. Quanto mais inclinada a descida mais você deve se deslocar para trás.
  • Não deixe as rodas travarem, é importante conhecer bem o equipamento para dosar a frenagem e controlar a velocidade. Pratique o controle em descidas não muito inclinadas.

 DERRAPANDO

  • As derrapagens nos ajudam a fazer curvas fechadas e em baixa velocidade. Sabendo utilizá-las, é possível ganhar tempo nas descidas técnicas.
  • Pratique a derrapda em um terreno plano e de terra mais solta. Pedale até uma velocidade moderada e escolha o lado para qual você vai virar. Evite, no começo, treinar a derrapada clipado. Vire o guidão e incline o corpo para o mesmo lado da curva. Trave a roda traseira e procure controlar a derrapagem enquanto você faz a curva. Se necessário, coloque o pé no chão.
  • Quanto mais velocidade, mais se deve inclinar o corpo para o lado da curva, porém cuidado com a jogada do guidão. Além disso, esteja atento para concentrar o peso na parte posterior do selim, se a roda traseira escapar a bike pode dar um pinote. Essa dropada é importante em situações emergenciais mas é um movimento muito técnico.

 GIRANDO E SOCANDO

  • Há dois estilos de pedalada: girando e socando. No primeiro, o atleta faz menor esforço por volta completa do pedal, mas gira a uma cadência mais acelerada; no segundo, o piloto emprega mais força a cada pedalada, mas faz uma frequência menor.
  • No giro, o ciclista exige relativamente mais do seu condicionamento aeróbico; na socada, a musculatura das pernas é relativamente mais utilizada. É difícil entrar no mérito do que é pior e do que é melhor, mas em geral o mountain bike requer uma cadência menor que o ciclismo de estrada (a cadência ideal para o MTB está entre 60 e 80 RPM, para o ciclismo de estrada, entre 80 e 100 RPM). Como exemplo de girador tem-se Lance Armstrong, e de socador, Ian Ullrich.
  • Cada ciclista tem seu estilo próprio, que se situa em algum lugar entre os dois extremos girador e socador. Independente do seu estilo, porém, é importante dominar as duas técnicas para lançar mão delas alternadamente dependendo da situação.
  • Girando. Há duas maneiras de se treinar o giro: (1) aos iniciantes em descidas de pouca inclinação, para permitir um giro elevado sem grande esforço. Não raro, os ciclistas profissionais incluem um treino deste tipo em sua rotina semanal, onde procuram realizar exercícios intervalados em que imprimem a maior cadência possível. (2) aos que já estão acostumados com a técnica de girar e têm resistência para tanto, recomenda-se uma subida bem inclinada, para ser feita girando muito. Atenção! Desenvolver a técnica requer paciência e persistência.
  • Socando. Uma boa forma de começar a treinar as socadas é encarar longas subidas leves de asfalto, onde se intervala pedaladas sentadas com pouco giro e pedaladas em pé em marcha mais rápida com um giro parecido. Convém não forçar muito no início para evitar lesões. Posteriormente, pode-se treinar a socada em subidas de terra bem inclinadas.
  • O mais importante é treinar sempre respeitando os limites do próprio organismo.

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